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Jazz na Gulbenkian
Agosto é mês de jazz na Gulbenkian. De 3 a 12 de Agosto decorreram vários concertos de freejazz no Anfiteatro ao Ar Livre da Gulbenkian e no Teatro do Bairro. Tive oportunidade de assistir a cinco concertos:
- Led Bib
- Misha Mengelberg & Evan Parker
- Ingebrigt Haker Flaten Chicago Sextet
- Nuova Camerata
- trioVD
Cinco concertos únicos, absolutamente estonteantes. No freejazz os instrumentos ganham vida e são eles que conduzem os intérpretes. Batidas originais, que se libertam das fronteiras conhecidas do público. Experiências que partem do caos e se fundem na harmonia dos sons que acabam por juntar ritmos e melodias.
Nos três primeiros, mais clássicos, encontram-se novas tendências dentro dos múltiplos caminhos do jazz na actualidade. Nos dois últimos resulta o desalinho, a ruptura com o conhecido, um mundo novo de sons e conquistas.
Gostei de todos, mas quero deixar aqui uma menção especial à dupla Misha Mengelberg & Evan Parker. A idade avançada dos músicos em nada se transmite na destreza das mãos de Misha Mengelberg ou no fôlego do sopro de Evan Parker. A idade confere-lhes uma vasta experiência, que se traduz na forma mágica com que nos dão a conhecer tudo o que existe e está acima da nossa compreensão toldada pelas regras do convencionalismo.
OutJazz
O OutJazz é um evento musical que nasceu em 2007 com o objectivo de, através da música, atrair pessoas para os jardins de Lisboa, dinamizando de forma cultural estes locais de convívio e bem-estar. Os jardins são espaços verdes onde, de forma gratuita, podemos passar bons momentos de lazer e descontracção, mas, infelizmente, são muitas vezes deixados ao abandono. Este evento tem permitido uma maior consciencialização entre os habitantes de Lisboa e arredores para o maior aproveitamento destes espaços. O evento decorre de Maio a Setembro e as tardes de domingo são animadas por grupos de jazz e um dj a partir das 17h até ao início da noite. Este ano também há animação noutros locais da cidade às sextas-feiras a partir das 18h.
Podes consultar o programa aqui.
Estoril Jazz
Há eventos que não podemos perder e o Estoril Jazz é um deles. Este ano contou com seis concertos magníficos distribuídos em dois fins de semana, de 27 de Maio a 5 de Junho, e encheu o auditório do Casino Estoril. Eu assisti a dois: Mário Laginha Trio e Joe Lovano Quarteto. Uma maravilha! Por um lado, o brilhante pianista fez vibrar a plateia ao som de "standards", por outro lado, o maior saxofonista da actualidade arrancou dos vários ouvintes explosões de puro deleite e arrebatamento. A música é alimento para a alma e o jazz é, e será sempre, servido como prato principal.
Michael Bublé @ Pavilhão Atlântico
Nos passados dias 2 e 3 de Novembro, o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, encheu-se de fãs para receber, à boa maneira portuguesa, o cantor canadiano Michael Bublé. O cantor terminou, assim, uma tournée europeia de apresentação do seu mais recente álbum: Crazy Love.
Michael Bublé brilhou e encantou todos os que tiveram oportunidade de o ver ao vivo, uma vez que os bilhetes esgotaram há muitos meses atrás, no próprio dia em que foram postos à venda.
Tenho acompanhado, com um misto de deleite e curiosidade, este cantor, que recria o jazz de forma surpreendente e cativante. A voz de Michael Bublé é absolutamente arrebatadora. Os músicos que o acompanham são excepcionais e o conjunto é verdadeiramente genial.
Convido-vos a ouvir os principais álbuns editados:
Michael Bublé (2003)
It's Time (2005)
Call Me Irresponsible (2007)
Crazy Love (2009)
Eu fui ao último concerto, no dia 3 de Novembro, e fiquei completamente rendida!
Jamie Cullum @ Coliseu dos Recreios
Um dos melhores concertos a que assisti nos últimos tempos. Uma presença marcante, uma voz melodiosa e um som arrebatador tornaram este espectáculo num momento musical único. Jamie Cullum é um cantor e pianista de jazz contemporâneo inglês. Uma referência no género. Absolutamente genial. Ontem à noite, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, deslumbrou o público com a sua garra jovial e irreverente. Jamais esqueceremos o "Cry me a River" no meio da plateia, em cima de uma cadeira, com os músicos e a assistência num furor emocionante.
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