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Calvin and Hobbes


Obrigada A. por me recordares que um Novo Ano é sempre uma oportunidade de recomeçar. Uma página em branco para preenchermos. O que passou em 2011 ficou lá, resta-nos aproveitar 2012.

Calvin and Hobbes


O simples acto de arrumar coisas implica método e racionalização. Acumular desperdícios ou futilidades, que não nos servem, não se coaduna com espaços limpos, onde a criatividade pode ganhar forma e crescer. Esconder essa amálgama de coisas de que não precisamos, mas que nos parecem indispensáveis, conduz a situações de sufoco e embaraço. Quem não se revê neste clássico entre mãe e filho?!

Mente sã em corpo são


Lá diz o ditado que uma mente saudável não poderá ser sustentada por um corpo fraco ou debilitado. O corpo é o pilar que suporta o ser humano e deve ser-lhe dada uma atenção cuidada e generosa. Desde a ponta dos pés à ponta da cabeça devemos mimá-lo, hidratá-lo, dar-lhe alimentos saudáveis, que contribuam para o seu bom funcionamento, assim como, usar roupas leves, largas e confortáveis, que permitam uma circulação sanguínea regular e uma melhor oxigenação do cérebro. O exercício físico é fundamental para contrariar hábitos sedentários, reduzir o stress e fortalecer os ossos, os músculos e as articulações.
Li outro dia um artigo, numa revista sobre saúde e bem-estar, relativo aos benefícios de andar de bicicleta. Para além de ser económico, pois o custo da bicicleta não é elevado e podemos usá-la as vezes que quisermos sem ter de pagar mais por isso, é também um exercício muito completo, que trabalha e fortalece os músculos das pernas, coxas, glúteos e costas, melhora a circulação sanguínea, acelera o metabolismo e a combustão de gorduras, contribui para uma melhor respiração, reduz o stress de forma eficaz e cria hábitos de vida saudáveis.
Tendo em conta que vou voltar a estudar e que vou ter menos tempo livre para fazer exercício, já para não referir que o custo de vida não pára de aumentar, resolvi tirar do sótão a velha BTT. Limpei-a, enchi-lhe os pneus e fiz-me à estrada. Ao fim de 60 minutos senti-me exausta fisicamente, mas com uma sensação de leveza e bem-estar interior, que me deram um novo alento para empreender uma tarde de estudo como preparação do início das aulas.
Graças ao meu corpo são posso ter uma mente sã!

A crise de ideias

 
A história da crise já é velha. De tão usada, já perdeu o interesse. É urgente inventar qualquer coisa nova que ocupe os jornais, a televisão e as banais conversas que se cruzam por aí.
O real problema é que a crise é de ideias. Como diz Inês Pedrosa, numa crónica publicada na revista Única de 12 de Fevereiro, "A crise fundamental é a de ideias: os sistemas económicos tradicionais estoiraram, e não se adivinha ainda o que poderá vir a substituí-los. Seria mais fácil adivinhar se tivéssemos tempo para pensar. Tempo livre - para ler, viver, e sobretudo pensar."
As pessoas já nem tiram prazer dos simples actos de passear, apanhar sol, estar ao ar livre e conviver com a natureza. Os jardins são gratuitos e há tantos e tão belos por todo o país. Os museus são gratuitos ao domingo e os bilhetes da Cinemateca só custam 2,5€. Há imensos concertos gratuitos, é só procurar e estar atento.
O que me inquieta é a educação que hoje em dia se dá às crianças e jovens, que têm cada vez menos hábitos de leitura ou interesses culturais. Ainda há uns dias, numa conversa à hora de almoço, ouvia a mãe de uma adolescente de 13 anos contar o castigo que lhe havia dado, por ser muito conversadora nas aulas, apesar de ser boa aluna: acesso interdito ao Facebook e ao telemóvel e não poder ir com os colegas da escola a uma viagem a Espanha (este último não é um castigo real, pois ela irá de facto à viagem). O mais absurdo em tudo isto foi pensar que, quando eu tinha 13 anos, o que foi apenas há 17 anos atrás, nada disto me fazia falta! Não havia Facebook, aliás, nem computadores, não havia telemóveis e era muito pouco provável ir a uma viagem a Espanha com os colegas da escola. O que se castiga, sobretudo, são vícios. Que desperdício ocupar os tempos livres com computadores e telemóveis. Nos dias de hoje, com tanta informação disponível, até é falta de respeito pela evolução do mundo não investir mais tempo no conhecimento, usando as ferramentas disponíveis de forma útil e produtiva.

Calvin and Hobbes


As máquinas não nos vão controlar no futuro, elas já o fazem actualmente! Todos nós somos dependentes de alguma coisa: carro, televisão, computador, telemóvel, ipod, bimby e tantas outras...

A crise está em crise


Outro dia li num livro uma frase que me pareceu bastante familiar: "O mundo encontra-se numa fase de transição provocada por uma crise económica e de corrupção governamental, racismo, discriminação sexual e graves problemas ambientais."
Como sabia que tinha em mãos uma publicação antiga, fiquei intrigada e procurei saber o ano da sua edição. Quando me apercebi que o que acabara de ler fora escrito em 1995, fiquei absolutamente pasmada. Como é possível que ao fim de 15 anos esta frase seja tão actual, tão presente no dia-à-dia de cada um de nós! Será que em década e meia nada mudou?
Lá diz o Ricardo Araújo Pereira que "a crise está em crise", o que de facto é verdade, tendo em conta que estas histórias sobre a crise já não nos conseguem surpreender. A única coisa que aparenta ser nova é o oportunismo face a um, já gasto, cenário de crise. A desculpa para se adiarem decisões estruturais significativas, prejudicando os inocentes trabalhadores que vivem sob a vontade e os desígnios dos Senhores do Dinheiro.

Deslizamento de terras na CREL




Quem me conhece sabe que, apesar do espírito aventureiro e de estar sempre em movimento, sou apaixonada pelo meu país, pelas serras altas e verdejantes mais a norte, pelas praias do litoral e do sul, e pelas planícies alentejanas banhadas pelo sol. Gosto do clima, da meteorologia, das pessoas, dos lugares, gosto de Portugal.
No entanto, em alturas como esta http://www.publico.clix.pt/Local/brisa-admite-que-o-corte-de-troco-da-crel-vai-durar-semanas_1419747, dou por mim a pensar que país é este, onde as coisas acontecem por falta de responsabilidade e, na altura de apurar os factos, todos lavam as mãos. A culpa, que nunca morre solteira, anda sempre a ser chutada como uma bola de ping-pong.

Do artigo em anexo, publicado ontem no jornal "Público", pode ler-se uma sequência muito interessante: "a Brisa alertou a Estradas de Portugal", "A Estradas de Portugal esclareceu que foi alertada (...) para facilitar a relação com a autarquia da Amadora", "A Câmara da Amadora disse (...) que o deslizamento ocorreu em terrenos privados", "O Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias (...) está a acompanhar a situação", "O vereador da Protecção Civil, Eduardo Rosa, nota que competia à entidade que explora a auto-estrada o dever da sua conservação".

Posto isto, e após ter passado na CREL no dia da ocorrência, acho que a culpa é da própria terra que resolveu manifestar o seu desagrado para com todas estas entidades que não cuidaram dela. As consequências são muito fáceis de apurar: meia hora de sono a menos e 0,80€ de poupança por dia!