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Roma


Roma é uma cidade encantadora, repleta de história que invoca tempos longínquos que marcaram o destino de vários povos.
Para além dos monumentos mais conhecidos como o Coliseu, o Panteão, a Fonte de Trevi (imagem em cima), o Castelo de Sant'Angelo e o Largo di Torre Argentina, não se pode deixar de passar na bonita Ponte de Sant'Angelo ladeada pelos anjos de Bernini. Impõe-se uma visita às esplendorosas igrejas: Santa Maria del Popolo (pelos dois caravaggios), Santa Maria Maggiore (pelo tecto todo em ouro), San Giovanni in Laterano (a mais antiga do mundo). Um passeio a pé e percorrem-se as várias praças: Piazza di Spagna, Piazza Navona e Piazza del Popolo, apenas para citar as mais conhecidas.
Para comer uma boa pizza recomendo a Pizzeria da Baffetto, para comer um bom gelado a Gelataria San Crispino e um bom capuccino no Café Sant'Eustachio (beber ao balcão fica mais barato). Para beber um copo depois de jantar há duas opções: Campo de' Fiori e Trastevere, locais muito animados. Ainda a propósito de comes e bebes tenho de fazer uma referência muito especial ao restaurante Cantina e Cucina (Via del Governo Vecchio), onde para além de comer uma bela refeição tive direito a escolher por uma ementa escrita em português!
A Via del Corso tem inúmeras lojas e é um agradável passeio entre a Piazza di Spagna e o imponente monumento a Vítor Emanuel II (primeiro rei de Itália). Este monumento é também conhecido por "bolo da noiva", uma alusão às festividades nele celebradas, ou "máquina de escrever", pela sua forma que faz lembrar este instrumento de escrita.
Uma visita a Roma não fica completa sem ir à Cidade do Vaticano ver a colecção dos Museus, a Capela Sistina e a Basílica de São Pedro. Depois desta visita, recomendo uma ida à Gelataria Old Bridge onde se comem gelados bons e baratos.
Um dos locais românticos de Roma é Villa Borghese, um parque maravilhoso, com vegetação a perder de vista e um refrescante lago no centro, onde se contempla um fascinante templo.
Vi a cidade em quatro dias e fiquei rendida aos seus encantos. Mesmo sem ter atirado a moeda para a Fonte de Trevi, tenho a certeza que um dia vou voltar a Roma.

Darth Vader e o seu sabre de luz


Esta fotografia foi tirada em Dam Square, em Amesterdão, e é uma homenagem que faço ao meu ex-companheiro de carteira, graças a quem descobri o Darth Vader, o sabre de luz e a fabulosa saga STAR WARS, que vi de uma assentada num fim de semana - duas trilogias, seis filmes -, magnificamente realizada por George Lucas.
A fotografia do Darth Vader esteve afixada na minha secretária, no escritório, durante vários meses... Muitas eram as pessoas que se interrogavam sobre o motivo pelo qual uma menina, como eu, tinha um herói malévolo a inspirar o seu dia a dia. Pois bem, em primeiro lugar o Darth Vader não é uma representação do mal e foi essa fotografia que me motivou para ver uma das maiores criações alguma vez feitas na história do cinema. Se alguém, por algum motivo absolutamente inaceitável, ainda não viu esta saga, aconselho que o façam com a maior brevidade possível. Recomendo que vejam os filmes por ordem da história e não da realização, não só porque se compreende melhor o enredo, mas também porque dessa forma é mais relevante o choque tecnológico que diferencia as duas trilogias (os espisódios IV, V e VI foram realizados no fim dos anos 70 e início dos anos 80 e a continuação, que são os três primeiros episódios, foram realizados vinte anos mais tarde, o que faz com que o início da história tenha atores mais contemporâneos e que a tecnologia seja mais avançada).
Obrigada A. por mais esta deixa e agora, graças a ti, o Darth Vader já não me passa despercebido, mesmo quando estou a deambular numa praça no meio de Amesterdão. :)

Amsterdam


No último dia do ano, e ainda antes do habitual balanço, gostaria de vos contar um pouco sobre a última viagem que fiz.
Tinha muitos planos para viajar em 2011 e fi-lo de facto, mas dentro Portugal. Conheci lugares muito bonitos, aprendi imenso sobre a cultura e os diferentes povos do meu país mas, ainda assim, faltava matar o bichinho de ir para fora das fronteiras nacionais captar sons, cheiros, paladares e imagens que me tornam numa pessoa mais feliz.
Foi mesmo no penúltimo mês do ano, num impulso de querer colmatar outras ausências que vieram para ficar, que tomei a decisão de ir a Amesterdão.
Uma cidade surpreendente, repleta de vida, embora a água dos canais a torne um pouco húmida e sombria nesta época do ano.
Visitei a casa de Anne Frank, o museu Van Gogh, a Experiência Heineken, o moinho De Gooyer, o Vondel Park, comi batatas fritas XL, comprei pantufas em forma de socas, fui ao mercado das flores onde comprei tulipas de madeira, andei de bicicleta, fui a mercados de rua, comi a melhor tarte de maçã do mundo, e claro que ainda passeei no Red Light District, entre muitas outras coisas que fizeram com que esta fosse uma viagem muito enriquecedora, que coloca Amesterdão numa das minhas cidades europeias de eleição.

Alentejo


Planícies a perder de vista, malhadas de searas douradas, que servem de cenário ao compasso lento dos dias. É aqui que o sol é mais forte e o frio mais agreste. Um contraste que confere características únicas a uma região de beleza inigualável. Uma gastronomia rica, de sabores intensos, regada com castas maduras e perfumadas. Um pulsar constante na terra adormecida, que lhe dá vida e encanto. Rasgos de água que sobem e descem montes verdejantes. As suas gentes, de uma simpatia jovial e alegre, que convidam o forasteiro a ficar por lá, a conhecer melhor os tesouros escondidos deste que é e será sempre O Alentejo.

Dedico este post a todos os alentejanos com quem me cruzei ao longo destes anos e que me deram a conhecer esta região maravilhosa do meu país. E ainda, a todos os que, não sendo alentejanos, viajaram comigo até estas paragens, onde contemplámos momentos únicos de comunhão entre o céu e a terra.

Paris


Há muito tempo que planeava conhecer a cidade luz. Sempre me foi revelada como um local mágico, onde o romantismo expele por cada imagem que a retina capta na magnificência com que se depara. As minhas expectativas elevaram-se à medida que a data da viagem se aproximava. Levei na bagagem roupa quente e confortável e o coração aberto para receber todas as emoções que Paris tinha para me oferecer.
Foi uma viagem magnífica em todos os aspectos. Começando pela própria cidade e pelos seus habitantes, fui agradavelmente surpreendida, nas mais variadas situações, por pessoas simpáticas e afectuosas.
Em termos culturais, regalei-me com as inúmeras exposições permanentes e temporárias, com as fachadas e os interiores de monumentos, igrejas e prédios e, ainda, das salas de espectáculos, que tive oportunidade de conhecer. Os espectáculos foram um dos momentos altos da minha viagem: um concerto de música barroca na Capela do Château de Versailles, uma ópera no Teatro deste mesmo Château, um ballet no Palais Garnier, uma ópera na Bastille, um espectáculo de variedades no Lido e um concerto do Max Emanuel Cencic no Théâtre des Champs-Élysées.
Para completar as delícias visuais e auditivas, pude degustar as mais requintadas mostras da doçaria e pastelaria francesas: macarons, mille feuille, tarte aux framboises, croissants, crêpes, gaufres, crème brûlée e tarte tatin; bem como pratos típicos e deliciosos, donde destaco o confit de canard. Claro está que visitei algumas das pastelarias mais conceituadas como La Durée, Pain de Sucre e Pierre Hermé; e restaurantes como Au Petit Fer à Cheval,  Le Procope, La Coupole, Le Scheffer e La Taverne de Maître Kanter (Versailles), entre outros.
De Paris fui a Versailles, como já referi, mas também fui a Giverny, na Normandia, onde visitei a Casa e os Jardins de Monet. Fiquei absolutamente deslumbrada com a contemplação deste lugar. Os tons outonais conferem-lhe um encanto sublime, modesto, mas pleno em beleza. Tirei inúmeras fotografias, com a  ideia de mais tarde as transformar em telas, onde libertarei a minha criatividade.
Foram dez dias de puro deleite. Aproveitei o tempo da melhor forma possível, não me permitindo muitas paragens, pois tinha em mente absorver o máximo que esta cidade tinha para me dar. Ainda assim, repousei em alguns encantadores jardins como o da Place des Vosges, o Jardin du Luxembourg e o Jardin des Tuileries. Neles descansei as pernas fatigadas e organizei as ideias soltas na minha mente, repleta de novos conceitos e imagens.
Tenho uma mão cheia de pequenas e interessantes histórias para partilhar oportunamente. Para já, quis apenas deixar como testemunho as impressões gerais que a viagem me proporcionou.

O Vento dos Outros, Raquel Ochoa


Conheci a Raquel Ochoa num workshop que frequentei na Trama. Foi com ela que despertei para a Escrita Criativa, dando largas à minha imaginação, procurando soltá-la das amarras impostas pela sociedade em que vivo e os limites que me habituei a percorrer sem questionar. Atravessei a fronteira dos meus próprios pensamentos, percorri novos horizontes de imagens, sons, cheiros e paladares. Saboreei um infindável número de novas sensações, aquelas que nos fazem sonhar sem restrições ao que é certo e errado, apenas com o dever de cumprir o que de mais sagrado habita em nós: a liberdade de voar para onde o desejo possa alcançar.

"O Vento dos Outros" é a primeira obra literária desta jovem escritora. A Raquel é licenciada em Direito e usa as palavras com uma fluência admirável. A escrita é descritiva e envolvente. O recurso a metáforas permite-nos momentos de pausa na narrativa, em que nos deixamos transportar pelas palavras e podemos testemunhar de forma real o que lemos por e entre as linhas. É um livro onde conhecemos a autora e a sua extraordinária viagem pelos Andes. Viajamos com ela pela Costa Rica, Perú, Chile e Patagónia Argentina. Se fechar os olhos consigo imaginar a imponência das montanhas, as suas formas peculiares, a natureza circundante e o sentimento de magnificência que esta visão nos proporciona.

A narrativa vai mais além da descrição da viagem e das sensações que esta evoca, é ainda um relato, não exaustivo, mas esclarecedor, da cultura destes povos. Os quatro meses em viagem são descritos de forma realista, não omitindo contratempos, desilusões e até eventuais perigos, que autora experimentou com audácia e um pouco de sorte, que nunca deixa de acompanhar jovens aventureiros que se lançam neste mundo com a sede insaciável de conhecimento.

Após a leitura, fiquei com imensa vontade de conhecer os Andes, não para escrever um livro, ou para me lançar quatro meses numa viagem emotiva e desafiante. Faria algo mais simples, conhecendo algumas cidades  de referência e adaptadas ao turismo, pois não dispenso um mínimo de conforto e segurança. Mas, porque a ideia de realizar um dos muitos trekkings descritos me deixa absolutamente extasiada. A montanha transmite-me paz e liberdade e esses elementos constituem o meu ponto de equilíbrio, aquele que procuro alcançar todos os dias nas planícies de alcatrão que percorro diariamente.

Açores



Durante sete dias tive oportunidade de conhecer a bonita ilha do Faial, nos Açores. Uma ilha encantadora, repleta de natureza e de uma simplicidade natural. Rodeada de mar, com a ilha do Pico em frente, a maior parte do tempo encoberta por nuvens densas, e a ilha de São Jorge, como uma miragem, avistando-se ao longe.

Fui recebida e acompanhada por um casal de amigos muito simpáticos. Levaram-me a conhecer os principais pontos turísticos, donde destaco o Centro de Interpretação, o Farol e o imponente Vulcão dos Capelinhos, com toda a sua história fascinante, a Caldeira e a Marina da Horta.

Saboreei deliciosos petiscos em restaurantes típicos, com gastronomia característica da região. Destes, o que mais me marcou foi, sem dúvida, um pequeno "Esconderijo", um lugar de comunhão com a natureza, transformado pela mão do casal Hans & Fränky. Aqui degustei uns belos camarões!

A experiência mais fabulosa foi as duas idas para mar-alto na expectativa de ver baleias. Da primeira vez, e num semi rígido do Norberto, não tive muita sorte e apenas avistei a cauda de um cachalote, mesmo antes de este mergulhar. Depois, ainda fui até às grutas de Feteiras. É fascinante entrar numa gruta, sentir que estamos nas entranhas de uma rocha, que nos absorve com as suas paredes húmidas, entremeadas por rasgos de luz. Foi um passeio de intensa adrenalina, a proa do semi rígido levantava-se bem alto e embatia fortemente no mar, enquanto navegava a alta velocidade.
O Norberto, muito atencioso, deixou-me fazer uma segunda tentativa e, assim, fui outra vez para mar-alto. Desta vez tive muita sorte, vi uma tartaruga, um grupo de golfinhos riscados e três cachalotes! Este tipo de baleia é absolutamente maravilhoso. Avistam-se pelo bufo, enquanto permanecem à superfície, depois mergulham, mostrando-nos a sua cauda majestosa.

Com o Rotaract da Horta tive oportunidade de me misturar com a vida local. Conheci a redacção do Semanário "A Tribuna das Ilhas", visitei o Centro de Actividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia, a Pediatria do Hospital da Horta (na qual, com uma visita ao IKEA, ajudei a equipar a sala de convívio). Tive, ainda, oportunidade de fazer uma palestra sobre o Rotaract na Escola Profissional da Horta e de participar no programa "Bom Dia" da RTP Açores, para falar, mais uma vez, do Rotaract.

Foram dias de paz, de introspecção e reflexão. Percebi que a vida é um momento que temos de aproveitar ao máximo, um instante que passa para não mais voltar. Um caminho que percorremos, uns dias com sol, outros com chuva, com a promessa que amanhã tudo será diferente, para melhor, mas o que temos hoje é o mais importante, pois é o que somos e o que fazemos, agora!