Feira do Livro


Com as estantes pejadas de livros por ler, não faria muito sentido neste momento investir parte do orçamento familiar em livros. Ainda assim, um passeio até à Feira do Livro em Lisboa é sempre agradável e arranja-se logo uma desculpa para não deixar de o fazer. Claro que dos livros expostos acima só dois deles estavam na lista de compras, o outro surgiu por mero acaso mas não podíamos deixar de o adquirir.
Este ano a Feira do Livro está diferente, tem as mesmas barraquinhas de livros, as mesmas editoras, mas tem muitos mais espaços de comes e bebes, quase como se a par de feira do livro fosse uma feira gastronómica qualquer. Entristece-me que os livros não sejam suficientemente apelativos e precisem de ser acompanhados por uma degustação alimentar. Se fosse eu a organizar a Feira, ter-me-ia ficado pelas farturas e umas bebidas e promoveria os espaços de leitura, as palestras e os contadores de histórias, mas eu gosto de livros e gosto de ler...

Granola


Há muito que o desejava e, após ter lido várias receitas sobre o tema, finalmente fiz a minha granola caseira. Usei esta receita do blog Compassionate Cuisine, em que alterei apenas o adoçante natural que substitui por mel e usei óleo de amendoim. Assim sendo, a minha granola intitula-se Granola de Trigo Sarraceno e Mel.

O cativo


Estar preso é sinónimo de não ter liberdade. É ser o próprio nas mãos doutro, que não o vê por dentro, mas que o observa em cativeiro. Um outro a quem basta olhar para as suas penas macias, o seu bico possante, o olhar reluzente, mas que não sente a tristeza desta alma que só se encontra na escuridão. O cativo a quem as grades oprimem o sonhar longínquo e de cujo ser brota a lamúria incessante, num canto deprimente que o leigo denomina de alegre chilrear.

O Velho que lia romances de amor, Luis Sepúlveda


Este livro é muito mais que uma história, é um manual de aprendizagem sobre os homens e os animais, que na luta pela sobrevivência não são assim tão diferentes. O velho é mesmo um velho, homem experiente, castigado pela vida, mas também por ela tornado sábio. Conhece a floresta como a palma das mãos e reconhece nela a grandiosidade da criação. O velho sabe ler, a custo, com o auxílio de uma lupa de que é inseparável. Porém, o velho não gosta de ler qualquer coisa, gosta de romances de amor e dos que causam dor, mas têm um final feliz. Com o velho aprendemos a ver a beleza do desconhecido e deixamos que o sonho nos comande.

O Amor é Fodido, Miguel Esteves Cardoso


Este é um verdadeiro ensaio sobre o amor e a forma de amar. Miguel Esteves Cardoso aborda o tema mais antigo do mundo sem pudor, sem reservas, sem moralismo e sem lamento. É o amor em cru, despido, completo, na sua verdadeira essência. E porque o amor é o tudo e o nada, resta-nos a certeza que "o amor é fodido".

Dia da Mulher


Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Há quem o defenda, há quem seja contra, eu sou claramente a favor. Não que queira um dia só para mim, até porque acho que merecemos ser tratadas com respeito e mimos todos os dias e não apenas num. Defendo este dia apenas porque nos antecedem séculos de história onde a discriminação, a submissão, o desprezo, entre outros, foram movidos pelos homens contra as mulheres. E nós mulheres, acusadas da maldição desde o princípio do mundo, somos afinal o ser mais forte, não pela musculatura ostensiva, não pelas armas, mas pela grande coragem que nos caracteriza. Por sermos mulheres, mães, filhas, irmãs, netas, avós, tias, primas, trabalhadoras assalariadas, voluntárias em tantas causas, fazermos as tarefas domésticas, cuidarmos de animais, por sermos amigas, colegas, por carregarmos os nossos filhos no ventre com orgulho e determinação, por defendermos as nossas crias como leoas e, no fim de contas, por sermos quem cuida dos nossos homens. E eles que agora nos veêm como iguais, devem-nos sobretudo lealdade e amor. Por isso, por termos passado por tanto, por termos lutado tanto e por termos conquistando tanto, até merecemos um dia só para nós, que nos lembre que os privilégios de hoje foram outrora uma batalha sangrenta, e que o direito que também hoje nos assiste não foi um presente, mas sim tomado a pulso.

Isto é Lisboa (1)

Até podia ser Dubrovnik… Prédios com poucos andares, com telhados de tijolo e banhados pela luz do sol. Podia, mas não é. Isto é Lisboa!