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Friends
Nos últimos meses estive entretida a ver uma das séries mais mediáticas de todos os tempos: Friends. Seis amigos, três homens e três mulheres, e as peripécias que marcaram uma década das suas vidas.
O que me cativa no Friends é a forma simples como são abordadas as questões que estão presentes nas relações entre as pessoas, sejam elas entre pais e filhos, irmãos, amigos e namorados. Está ali tudo, as paixões, as alegrias, os dramas, as dúvidas, os medos, as inseguranças, os traumas, ou seja, todos os ingredientes que compõem a vida de uma pessoa. Vida essa tão mais "tasty" quanto as experiências vividas.
É fácil revermo-nos em algumas das características que compõem a personalidade de cada um destes amigos e, por isso, ri com as vitórias alcançadas e chorei com os momentos menos felizes como se fossem meus. Muitas vezes dei por mim a deixar de matutar em questões pessoais para ver um episódio e me inspirar, porque no Friends há sempre respostas. Encontram-se mensagens surpreendentes, por um lado, na questão da carreira devemos sempre seguir os nossos sonhos porque não podemos viver contra a nossa própria vontade, por outro, a amizade supera todas as barreiras, todas as confusões e traições.
As relações humanas são sempre complicadas, mas quando as pessoas são verdadeiras consigo próprias não há nada a temer. Nenhum ser humano é menos capaz porque tem dúvidas, porque é impulsivo, porque muda de opinião, porque se arrepende ou porque não se arrepende, ser humano é ser tudo isto e descobrir o que somos e o que queremos e que os outros gostem de nós por sermos quem somos. Afinal de contas, de que serve vivermos zangados se podemos escolher outro caminho?
Lost
Lost foi a série televisiva que prendeu a minha atenção nos últimos meses. Gosto de séries, mas não tenho muita paciência para seguir os horários em que passam na televisão e acabo por, de uma maneira ou outra, adquirir mais tarde os dvd's e ver tudo de uma assentada. Esta não foi excepção!
Já estava na lista das "séries televisivas a ver" há algum tempo... Para além das críticas positivas e negativas que me iam chegando, o que me cativou mesmo foi poder dar a minha própria opinião. Só no início deste ano me dediquei a ver as seis temporadas que completam o Lost. Vi as quatro primeiras sem legendas e descobri que isso me permite estar mais atenta às imagens e às expressões. Quando começava uma temporada não conseguia parar de ver, chegando a passar horas seguidas embrenhando-me na ilha e nas histórias de cada uma das personagens desta fantástica aventura. Porque a dada altura senti que esta é de facto uma grande série, acabei por adquirir na Amazon as seis temporadas e vi as duas últimas já com legendas.
Embora por vezes haja demasiada fantasia e o enredo, em determinado contexto, seja um pouco forçado e banal, o certo é que a série tem todos os ingredientes que comprovam o êxito mundial em que se tornou. O elenco é fabuloso. O cenário é absolutamente magnífico. A história é interessante e inteligente, forçando a mente a estar constantemente activa, não havendo lugar à monotonia. É impressionante como cada episódio traz um novo rumo, uma nova ligação e um maior entendimento. Não dá para deixar de ver uma única parte e acompanhar depois, o que torna toda a trama uma imensa teia de acontecimentos interligados, que completam o todo que compõe o argumento.
A luta entre o bem e o mal é, de certa forma, um dos temas principais, mas é sem dúvida a vida de cada personagem, o passado que traz para ilha, as reflexões que faz e o caminho que resolve seguir, que marcam de forma inigualável toda esta história. Embora o final tenha dividido os fãs, estou certa que os verdadeiros aficionados do Lost sabem que o fim é apenas o ligar das peças do puzzle, que nos vão chegando ao longo das várias temporadas. É todo o enredo que faz a história e que a torna única.
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