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Novo Acordo Ortográfico


Até agora, tenho adotado uma posição contra o Novo Acordo Ortográfico. No entanto, resolvi frequentar um curso sobre este tema, para esclarecer as minhas dúvidas, inteirar-me das regras do novo acordo e, de alguma forma, tentar vencer a minha resistência a esta mudança. Depois de seis horas intensivas de estudo, acabei por concluir que as alterações não são assim tantas e que nada disto coloca em causa a forma como falamos ou a riqueza da nossa língua. Existe um mediatismo enorme à volta deste assunto que influencia o público negativamente. Continuo a achar que deveria haver um maior aprofundamento sobre os casos facultativos para que o objetivo do acordo, em tornar a ortografia mais simples e funcional, não implicasse exatamente o contrário em certos casos.

As grandes alterações são sobretudo ao nível das consoantes mudas, maiúsculas/minúsculas, acentuação e uso do hífen. As duas primeiras são de fácil aplicação, já as seguintes suscitam alguma confusão e penso que só mesmo com a prática passarão a ser intuitivas.

Em Portugal o primeiro acordo ortográfico data de 1911, tem agora 100 anos e surgiu com a implantação da República. O último acordo antes do atual data de 1945 e o que está agora em causa data de 1990. O facto de ainda hoje não estar totalmente implementado está relacionado com a resistência que tem suscitado. Desde 1990 até à data não houve alterações linguísticas ao texto do acordo, tendo estas sido apenas de caráter legal. Penso que em tantos anos Portugal devia ter investido mais na análise a avaliação das alterações, procurando uma maior eficácia na implementação do novo acordo.

Na prática não é assim tão difícil aplicar o novo acordo. Escrevi os últimos dois posts com base nele e fiz apenas uma alteração na palavra "fevereiro", que agora se escreve com minúscula. Este texto que agora escrevo também está redigido segundo as regras do novo acordo e a elaboração revelou-se uma tarefa relativamente simples.

Para quem mantenha resistência, dúvidas ou simplesmente curiosidade, aconselho a frequência do curso sobre o Novo Acordo Ortográfico da Escrever Escrever.

Jardim Botânico


Lisboa tem espaços maravilhosos, que muitos ignoram e deixam entregues ao acaso. O Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa é um desses espaços cheios de vida que nos deixam profundamente arrebatados. Um verdadeiro balão de oxigénio no meio da cidade. A vegetação é vasta e rica, permitindo passeios tranquilos na sombra densa das árvores. Existem vários bancos ao longo de todo o jardim, onde podemos sentar-nos a ler um livro, a conversar, ou simplesmente a saborear os sons e os cheiros da natureza, contemplando o verde da paisagem. Recomendo ainda uma visita ao borbeletário, que é uma verdadeira delícia.

Voltei à escola


Depois de um interregno de aproximadamente seis anos e meio voltei à escola, que é como quem diz voltei a estudar. Na altura em que terminei a licenciatura, em fevereiro de 2005, e ainda na era pré-Bolonha, estava convencida que já tinha estudado o suficiente e que o melhor caminho a seguir era o mercado de trabalho, exercendo uma profissão relacionada com a minha área, onde pudesse aplicar na prática anos e anos de teoria.

Estou plenamente convencida que escolhi o caminho certo, mas hoje sinto que me falta algo mais e estou convicta que isso passa por um aprofundamento dos meus estudos académicos. A área de Economia é a que mais me fascina dentro das ciências sociais e é também aquela que me desafia a realizar trabalhos de investigação e a publicar os resultados que estes me facultem.

Por isso, voltei à escola, voltei aos cadernos, às canetas, aos lápis e aos meus queridos livros. Escolhi um Mestrado e uma Universidade que me vão proporcionar mais-valias sobretudo no campo pessoal, pela riqueza de conteúdos e pelo corpo docente. O Mestrado em Economia Monetária e Financeira do ISEG é e será o meu focus nos próximos tempos.