Whatever Works
Woody Allen é simplesmente genial. Costumo ver filmes pelo interesse que os argumentos me despertam, pelas interpretações de actores consagrados, mas raramente os vejo pelo seu realizador. Contudo, desde que conheci o realizador de Match Point, não mais consegui deixar de querer ver os filmes de Woody Allen. Não me importa quem sejam os actores, ou se o argumento me desperta ou não a curiosidade. Confio plenamente na realização deste génio, e tenho a profunda convicção que um filme realizado por ele é sinónimo de qualidade em todos os aspectos cinematográficos.
"Whatever Works" é uma lição de vida, ou várias. Este filme desafia-nos a ir mais longe no nosso quotidiano, onde um emaranhado de regras, pretensas moralidades e costumes obsoletos, são apenas refúgios onde amarguramos uma vida inteira com medo de arriscar. Onde receamos ser nós próprios e aventurarmo-nos a viver os nossos sonhos e desejos, que reprimimos perante os olhares críticos de uma sociedade, já ela, às avessas.
Tudo pode dar certo, basta que lutemos, todos os dias, por uma vida única e feliz, uma vida que nos permita expressar a nossa criatividade, sentimentos e emoções. Basta querer, agir e aceitar. A sociedade evolui a cada dia que passa e temos que abrir-lhe os braços e acolhe-la com ternura, para que ela possa manifestar o melhor de si, sem restringir a sua natureza humana, sem ocultar as suas complexidades, as suas irracionalidades, com medo que se riam dela.
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