Isabelle, Trois Caravelles et un Charlatan


Inserido no VIII Festival Internacional de Máscaras e Comediantes, no Castelo de São Jorge, chega-nos a peça de teatro Isabelle, Trois Caravelles et un Charlatan, apresentada pela companhia de teatro francesa Les Têtes de Bois.

Tive oportunidade de assistir a esta peça de teatro, uma tragicomédia, que nos transmitiu um encanto ainda mais sedutor ao ser apresentada no interior do Castelejo. A acção ganhou uma nova dimensão ao quebrar os limites do palco e espalhar-se pelo interior das muralhas que nos rodeavam. As árvores, a brisa nocturna, os sons misteriosos, envolveram-nos com uma aura de magia.

De repente, estávamos em 1516, numa Espanha fortemente agitada pela Inquisição. Um actor, acusado de heresia por ter feito uma peça de teatro, oficialmente interdita, sobre Cristóvão Colombo, tem uma nova oportunidade de a representar, tentando assim ganhar o perdão real.

A história é divertida, os diálogos são empolgantes, a música dá um toque de ligeireza e marca o ritmo, que vai passando de forma inebriante, através dos gestos explosivos e sarcásticos dos actores.

Não é todos os dias que temos oportunidade de assistir a uma peça de teatro em francês, com esta qualidade. Embora digam que a língua francesa está em desuso e confinada a uns quantos intelectuais amantes das artes, do cinema e da literatura, a plateia do Castelejo encheu-se com pessoas de várias idades, de avós a netos, para assistir a esta representação magnífica. Eu também lá estive, com um mês inteirinho de aulas de francês, a deliciar-me com esta maravilha.

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