The Road
The Road, de John Hillcoat, é um filme intenso sobre a luta pela sobrevivência. À partida, poderia prever-se mais uma história banal sobre o tão especulativo Apocalipse. No entanto, este drama, baseado no romance de Cormac McCarthy, com o mesmo nome, é uma dissertação profunda e envolvente sobre a vida humana levada aos limites extremos da aceitação.
Trata-se de uma narrativa densa sobre uma América devastada por um cataclismo, que provoca a erradicação de milhares de pessoas, através de incêndios, inundações e outros fenómenos que limitam a sobrevivência humana. A catástrofe conduz a condições de vida deploráveis, culminando na fome e em comportamentos que esta alimenta, nomeadamente, a fraqueza física e psicológica e actos mais irracionais como o canibalismo.
Neste cenário mortífero, surge uma réstia de esperança lavrada pela caminhada perseverante de um pai e do seu filho, que procuram resistir, apesar de todas as contrariedades. Muitos foram os que desesperaram e puseram termo às suas vidas, para evitar o sofrimento que esta situação lhes causava. A estrada da vida é um lugar comum onde permanecem os mais nobres sentimentos: o amor do pai pelo filho, um exemplo de coragem, a esperança e a luta pela sobrevivência.
A principal mensagem desta história reside, precisamente, na esperança. Aconteça o que acontecer, temos de nos agarrar ao dom da vida e preenchê-la com acções nobres, principalmente, aquelas que nos fazem caminhar confiantes no futuro, para que, no dia que cheguemos ao fim da estrada, possamos ter a sensação que as curvas, que aumentaram a distância, e as pedras, em que tropeçámos, apenas prolongaram a magnitude da nossa feliz existência.
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