Um Eléctrico Chamado Desejo
Brilhante é a forma como classifico a última encenação do Diogo Infante. Surpreendentes são as interpretações de Alexandra Lencastre, Albano Jerónimo, Lúcia Moniz e Pedro Laginha, de entre os outros actores, que também contribuem, de forma inigualável, para uma peça de teatro absolutamente arrebatadora.
A história é, de certa forma, intemporal. Revelando a nu as relações entre os homens e as mulheres, na sua simplicidade e ignorância. Por um lado, a rudeza dos modos de quem anseia muito pela vida, mas de forma crua e fria, com calculismo e desprendimento. Por outro, a fuga ao que é real, através de um inebriamento absoluto pela magia que envolve todos os acontecimentos, que não queremos rasgar com a adaga da triste e inóspita realidade.
O cenário é magnífico, criando um ritmo intenso e envolvente, quer pela gradação da luz, quer pelo movimento, quer pelos sons.
Até 31 de Outubro está em cena esta produção, que recomendo vivamente, naquela que considero uma das melhores salas de espectáculos do país: o Teatro Nacional Dona Maria II.
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