Paris
Há muito tempo que planeava conhecer a cidade luz. Sempre me foi revelada como um local mágico, onde o romantismo expele por cada imagem que a retina capta na magnificência com que se depara. As minhas expectativas elevaram-se à medida que a data da viagem se aproximava. Levei na bagagem roupa quente e confortável e o coração aberto para receber todas as emoções que Paris tinha para me oferecer.
Foi uma viagem magnífica em todos os aspectos. Começando pela própria cidade e pelos seus habitantes, fui agradavelmente surpreendida, nas mais variadas situações, por pessoas simpáticas e afectuosas.
Em termos culturais, regalei-me com as inúmeras exposições permanentes e temporárias, com as fachadas e os interiores de monumentos, igrejas e prédios e, ainda, das salas de espectáculos, que tive oportunidade de conhecer. Os espectáculos foram um dos momentos altos da minha viagem: um concerto de música barroca na Capela do Château de Versailles, uma ópera no Teatro deste mesmo Château, um ballet no Palais Garnier, uma ópera na Bastille, um espectáculo de variedades no Lido e um concerto do Max Emanuel Cencic no Théâtre des Champs-Élysées.
Para completar as delícias visuais e auditivas, pude degustar as mais requintadas mostras da doçaria e pastelaria francesas: macarons, mille feuille, tarte aux framboises, croissants, crêpes, gaufres, crème brûlée e tarte tatin; bem como pratos típicos e deliciosos, donde destaco o confit de canard. Claro está que visitei algumas das pastelarias mais conceituadas como La Durée, Pain de Sucre e Pierre Hermé; e restaurantes como Au Petit Fer à Cheval, Le Procope, La Coupole, Le Scheffer e La Taverne de Maître Kanter (Versailles), entre outros.
De Paris fui a Versailles, como já referi, mas também fui a Giverny, na Normandia, onde visitei a Casa e os Jardins de Monet. Fiquei absolutamente deslumbrada com a contemplação deste lugar. Os tons outonais conferem-lhe um encanto sublime, modesto, mas pleno em beleza. Tirei inúmeras fotografias, com a ideia de mais tarde as transformar em telas, onde libertarei a minha criatividade.
Foram dez dias de puro deleite. Aproveitei o tempo da melhor forma possível, não me permitindo muitas paragens, pois tinha em mente absorver o máximo que esta cidade tinha para me dar. Ainda assim, repousei em alguns encantadores jardins como o da Place des Vosges, o Jardin du Luxembourg e o Jardin des Tuileries. Neles descansei as pernas fatigadas e organizei as ideias soltas na minha mente, repleta de novos conceitos e imagens.
Tenho uma mão cheia de pequenas e interessantes histórias para partilhar oportunamente. Para já, quis apenas deixar como testemunho as impressões gerais que a viagem me proporcionou.
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