Esta é a história dos habitantes de Vilamaninhos, uma aldeia isolada no interior algarvio. O tempo é de guerra, a colonial, mas estas pessoas vivem à margem do tempo, revivendo o passado, presas a preconceitos e conflitos caseiros.
Envolta numa aura de magia, esta peça ganha o seu poder criativo no dia dos prodígios, o dia em que os habitantes de Vilamaninhos vêem uma serpente voar.
Esta é uma metáfora à história e mentalidade portuguesas, explorando as contradições tradicionais em que estas se estruturam.
Os tempos evoluíram e melhoraram, mas, ainda hoje, somos uma nação à procura de saída, esperando um qualquer prodígio que nos resolva a vida.
"Também eu sonho que sou uma toupeira metida num buraco, cavando, cavando. Mas oh vizinhos, quanto mais cavo menos vejo. Cego como esta noite a minar toda uma nação à procura de saída."
"Ninguém se liberta se não quiser libertar-se."
Em cena, no Teatro da Trindade, até 14 de Novembro de 2010.

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