Metamorfose, Franz Kafka
Franz Kafka, o genial escritor "alemão", apresenta-nos uma parábola mirabolante sobre a alienação humana. Com a Metamorfose somos obrigados a sair da nossa zona de conforto e a vemo-nos face a face com os nossos maiores receios, dúvidas e indecisões.
Gregor Samsa, o protoganista do livro, vivia uma vida simples, mas pouco estimulante, no seio de uma família que dependia do seu trabalho. Um dia Gregor acordou, após um sono agitado, e viu que se transformara numa espécie monstruosa de insecto. Esta condição fê-lo repensar toda a sua existência até então. Foram inúmeras as descobertas que o assolaram, principalmente as que respeitavam à sua família. A metamorfose de Gregor não foi isolada, pois provocou a metamorfose de toda a sua família. Todos encontraram uma forma de fazer algo para mudar as suas vidas, após este terrível incidente. A luta pela sobrevivência impôs-se à própria inércia que até então os caracterizara. Mas Gregor, que antes era o pilar da família, tornou-se, assim, a sua desgraça, um empecilho que, primeiro, não queriam ver ou aceitar e, mais tarde, de quem se quiseram até livrar. Gregor foi, assim, perdendo todas as referências à sua, cada vez mais distante, vida humana. A alienação apoderou-se dele e dos outros que com ele coabitavam.
Esta é uma história comovente e inspiradora sobre a condição humana. A vida de todos os dias jamais poderá ser vivida com a mesma descontração e liberdade, após certos acontecimentos. O ser humano está preso aos seus próprios preconceitos. Não é que sejamos individualistas e não demos a mão ao próximo, é muito mais do que isso, é não conseguirmos ficar para trás quando temos de andar para a frente, é vivermos numa sociedade que é reflexo da nossa falta de carácter e do medo que temos de nos cunharem de faltas ou incapacidades. O pensamento recorrente prende-se com êxitos e, caso contrário, mais vale que passemos despercebidos, nas sombras de horrores que ocultam a nossa essência, a nossa verdade.
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1 comentário:
Sim, sem dúvida. Li-o há já muitos anos, mas marcou-me profundamente. É um imprescindível!
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