Florbela
Um filme belíssimo, mesmo que seja um triste relato de uma vida curta e infeliz. Nas palavras que a eternizaram revela uma grande fragilidade, fruto do desespero que lhe tecia a alma e a corroía por dentro, até não deixar mais nada a não ser tristeza...
Saudades
Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! Como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
Este é um dos meus poemas preferidos, um dos que me acompanham desde a adolescência, aquela altura da vida em que tudo é mais intenso... Já o ofereci uma vez, uma única, em que senti que as saudades eram tão intensas, que ganhavam forma e abraçavam o meu amado.
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