Este foi um dos livros que me prendeu do princípio ao fim, com uma expectativa crescente sobre os sucessivos acontecimentos.
A personagem principal é um viajante solitário que encontra no volante e na música consolo para o desenraizamento de que é vítima. Deixa-se levar pelo acaso, que o conduz a destinos sombrios e malévolos. A vida é um jogo em que as apostas ditam o destino.
A leitura deste romance deixa-nos como que hipnotizados e faz-nos antever um enredo complexo, em que o desfecho será a chave desta intrigante aventura. Confesso que senti uma certa revolta à medida que ia percorrendo cada capítulo e que o fim me deixou perplexa e desiludida.
Após uma análise mais cuidada sobre o próprio autor, entendo que este é um livro sobre a frágil identidade que nos define e de como é tão volúvel a natureza humana, capaz de sucumbir aos ímpetos obsessivos e melancólicos que nos habitam.

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