Dia da Mulher


Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Há quem o defenda, há quem seja contra, eu sou claramente a favor. Não que queira um dia só para mim, até porque acho que merecemos ser tratadas com respeito e mimos todos os dias e não apenas num. Defendo este dia apenas porque nos antecedem séculos de história onde a discriminação, a submissão, o desprezo, entre outros, foram movidos pelos homens contra as mulheres. E nós mulheres, acusadas da maldição desde o princípio do mundo, somos afinal o ser mais forte, não pela musculatura ostensiva, não pelas armas, mas pela grande coragem que nos caracteriza. Por sermos mulheres, mães, filhas, irmãs, netas, avós, tias, primas, trabalhadoras assalariadas, voluntárias em tantas causas, fazermos as tarefas domésticas, cuidarmos de animais, por sermos amigas, colegas, por carregarmos os nossos filhos no ventre com orgulho e determinação, por defendermos as nossas crias como leoas e, no fim de contas, por sermos quem cuida dos nossos homens. E eles que agora nos veêm como iguais, devem-nos sobretudo lealdade e amor. Por isso, por termos passado por tanto, por termos lutado tanto e por termos conquistando tanto, até merecemos um dia só para nós, que nos lembre que os privilégios de hoje foram outrora uma batalha sangrenta, e que o direito que também hoje nos assiste não foi um presente, mas sim tomado a pulso.

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