Estar preso é sinónimo de não ter liberdade. É ser o próprio nas mãos doutro, que não o vê por dentro, mas que o observa em cativeiro. Um outro a quem basta olhar para as suas penas macias, o seu bico possante, o olhar reluzente, mas que não sente a tristeza desta alma que só se encontra na escuridão. O cativo a quem as grades oprimem o sonhar longínquo e de cujo ser brota a lamúria incessante, num canto deprimente que o leigo denomina de alegre chilrear.
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