O laço branco



Já muita tinta correu sobre o Nazismo. Por mais que nos brindem com efeitos especiais e imagens inéditas a surpresa deu lugar à resignação. No entanto, muitos de nós ainda se interrogam "warum?". Depois de ver O laço branco deixamos de questionar esta geração hostil, austera, rude a até cruel. Um conjunto de seres a quem temos alguma resistência em chamar humanos, pois praticaram crimes contra a própria humanidade. De facto, esta geração nasce no seio do pior que se vive entre os homens: o uso e abuso da autoridade, as acções em nome do poder e da pretensa moral, que se revela falaciosa e inapropriada, quando os que a advogam são os primeiros a deitá-la por terra, com práticas repugnantes e condenáveis. Um ambiente escuro, frio, sem energia, que nos gela o coração perante o horror latente. Quando esta geração chegou ao poder revelou toda a mágoa que tinha dentro de si, toda a raiva contida, contra pobres inocentes, como eles haviam sido.

Muitos de nós continuam a usar laços brancos, que nos recordam que somos impuros, que nos humilham e subjugam. Esta revolta queima-nos o peito e faz-nos corar de ira contra os sucessivos actos de violação, pedofilia, crime organizado, probreza, entre tantos outros. Se o ser humano é tudo isto, como podemos continuar a aspirar o amor ao próximo e outras coisas semelhantes? Como podemos continuar na redoma de vidro em que nos puseram e assistir ao desmoronar dos nossos sonhos de braços cruzados, impávidos e serenos? De que servem as lutas partidárias sobre mais tostão, menos tostão, quando o mundo em que vivemos está de pernas para o ar e a réstia de esperança está quase perdida?

Por tudo isto, eu continuo a interrogar-me "warum?"!

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